"Que as classes dominantes tremam à idéia de uma revolução comunista." (Karl Marx)
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quinta-feira, 23 de junho de 2011
Poder e Luta de Classes
A tradição marxista ortodoxa coloca o poder localizado no Estado. A burguesia, desse modo, governa a sociedade porque possui o controle do Estado. A antítese deste poder seria o partido comunista. Para um partido comunista tomar o poder, este deve se equiparar a um aparelho de Estado, com todas as suas regras, disciplinas, hierarquia. Seria uma espécie de um projeto estatal, um mini-estado. Um modelo do que será o futuro estado comunista.
Porém, uma questão que surge é: estaria o poder localizado somente no Estado? Ou tomando o poder de Estado obtêm-se também o controle de toda a sociedade, sendo capaz a transformação de uma sociedade capitalista para uma socialista e posteriormente comunista?
Segundo a obra de Michael Foucault, o poder não é um instrumento no qual podemos possuir ou adquirir. Existe na verdade múltiplos poderes, relações de poder. Certamente que Foucault não é marxista, mas não me incomodo de usá-lo aqui para explicar o funcionamento das relações de poder. Não se trata também de negar Marx, mas sim de contribuir para o pensamento dialético, com novos dados e experiências que nos são apresentadas.
Sendo então o poder uma prática e não um objeto, como devemos então buscar a “tomada” do poder? O poder não está situado somente no aparelho de Estado. O poder é uma teia de relações. Todos o praticam. Em suas relações familiares, trabalhistas, religiosas, etc. Sendo assim, para a transformação da sociedade nos vemos diante de um problema bem mais complexo do que imaginávamos.
O Estado é somente uma parte da teia de poderes que sustenta o capitalismo. É de certo o poder mais visível, situado a nível macro. Porém, distituindo a burguesia do poder de Estado, não significa que ela seja desalojada das restantes relações de poderes a nível micro – Igrejas, escolas, quartéis, prisões, hospitais, clubes, imprensa. Todas essas instituições carregam em si a ideologia burguesia e praticam também relações de poderes burgueses. Citando Foucault:
“(...) a tomada do aparelho de Estado deve ser considerada como uma simples ocupação com modificações eventuais ou deve ser a ocasião de sua destruição? Você sabe como finalmente se resolveu este problema: é preciso minar o aparelho, mas não completamente, já que quando a ditadura do proletariado se estabelecer, a luta de classes não estará terminada... É preciso, portanto, que o aparelho de Estado esteja suficientemente intacto para que se possa utilizá-lo contra os inimigos de classes. Chegamos à segunda conseqüência: o aparelho de Estado deve ser mantido, pelo menos até um certo ponto, durante a ditadura do proletariado. Finalmente, terceira conseqüência: para fazer funcionar estes aparelhos de Estado que serão ocupados mas não destruídos, convém apelar para os técnicos e os especialista. E, para isto, utiliza-se a antiga classe familiarizada com o aparelho, isto é, a burguesia. Eis, sem dúvida, o que se passou na URSS. Eu não estou dizendo querendo dizer que o aparelho de Estado não seja importante, mas me parece que, entre todas as condições que se deve reunir para que o processo revolucionário não seja interrompido, uma das primeiras coisas a compreender é que o poder não está localizado no aparelho de Estado e que nada mudará na sociedade se os mecanismos de poder que funcionam fora, abaixo, ao lado dos aparelhos de Estado a um nível muito mais elementar, quotidiano, não forem modificados.” *
Desta forma, é necessário quebrar toda a base de sustentação da burguesia, e não somente o Estado. Se a burguesia se mantivesse no poder somente pelo Estado, sua base de sustentação seria muito frágil. Bastaria somente reunir os operários e camponeses, armá-los e guiá-los na tomada do poder. Mas isto não ocorre porque o Estado não tem função só de reprimir e alienar, mas também de estimular, criar, moldar. Não é porque uma pessoa é operária que ela necessariamente é contra o capitalismo e a favor do socialismo. Quantos trabalhadores vocês conhecem que querem derrubar este sistema, implantar o socialismo e lutar pela construção deste? Não muitos eu creio. E quantos trabalhadores desejam se integrar ao sistema, ter um carro do ano, ser dono de uma empresa, receber um bom salário, porém, sem questionar o capitalismo? Pensando em “amenizar” sua exploração com um emprego melhor, mas sem pensar no restante da sociedade e naqueles que nunca conseguiram mudar a sua situação? Estes sim, vemos aos montes.
Devemos atribuir este aspecto somente a questão da alienação? Creio que eu não. Nem todo trabalhador que defende o capitalismo o faz por ser um alienado. Tantas vezes explicamos a esses sujeitos como o sistema capitalista explora e como ele se constitui na origem dos males da sociedade e mostramos como é mais justo a forma de distribuição socialista e estes ainda se mostram indiferentes. Não podemos atribuir este aspecto somente a alienação. Existe a questão do conformismo, indiferença, egoísmo, falta de interesse e descrença em uma possível revolução socialista.
Com isso quero dizer que não é porque uma pessoa é operária que ela possuirá também uma mente revolucionária. De certo que a exploração gera meios de resistência, mas nem sempre toma forma de uma resistência coletiva, social. Nem sempre é uma resistência revolucionária. O operário pode resistir individualmente, tentando encontrar um emprego que lhe pague mais e trabalhe menos, ou até resistir de forma de classe, se organizando para receber um melhor salário, através de greves. Porém, isso não significa que este operário grevista seja necessariamente um revolucionário, pois busca primeiramente interesses econômicos imediatos.
A ideologia burguesa sustenta o capitalismo tanto quanto o Estado. Não adianta derrubar o Estado se a ideologia burguesa não for posta abaixo. Na verdade, torna-se praticamente impossível por abaixo o Estado burguês sem destruir a ideologia burguesa. Esta ideologia que impera na sociedade sustenta o poder burguês, não somente o Estado, mas também todos os níveis desta sociedade. Garante o funcionamento da fábrica, do aparelho militar, das escolas, do judiciário, de todas as outras instituições burguesas onde o poder é exercido.
Assim, a luta pelo socialismo não deve ser dar só no campo político, mas também no ideológico. O objetivo então é conquistar a “Hegemonia”, da qual fala Gramsci. Para a uma hegemonia operária, não basta ter somente o domínio dos meios de produção, mas também o domínio ideológico. A batalha pelo socialismo no século XXI deve ser dar, em grande parte no campo ideológico. É necessária a infiltração da ideologia socialista nas forças armadas, a escola, igrejas, e mídia. A burguesia controla o Estado porque também controla estas instituições. Um sustenta o outro.
É claro que na questão da imprensa se torna mais difícil a infiltração na grande mídia. Por isso a necessidade da criação de jornais e revistas de esquerda, como os jornais Brasil de Fato, Inverta, A nova Democracia e as revistas Caros Amigos, Carta capital, dentre outras.
Um exemplo desse conceito gramsciniano de luta pela hegemonia é a novela que está sendo exibida pelo SBT, Amor e Revolução. Uma novela que fala da luta dos comunistas contra a ditadura militar no Brasil. A novela da uma noção do que é comunismo para o espectador. Propaga assim a luta pelo socialismo no campo ideológico.
Somente desta forma poderemos garantir o triunfo da revolução. Não somente uma busca pela tomada do aparelho de Estado, mas sim pela hegemonia da classe operária. Assim como o poder capitalista é exercido em todos os níveis da sociedade, deve-se também o poder socialista além do Estado. A conquista ideológica é o primeiro passo a ser dado para a revolução socialista.
citação:
* FOCAULT, Michael. Microfísica do Poder. editora Graal: Rio de Janeiro, 2007.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Democracia e Ditadura

I – Democracia e ditadura no capitalismo
Em que reside a democracia no capitalismo? Em democracia para os ricos e para as classes dominantes, em decorrência da ditadura e falta de liberdade para as classes trabalhadoras. A democracia burguesa se baseia na crença de que o multipartidarismo garante a democracia e liberdade para o povo. Porém, quem tem condições de ocupar-se com política? Quem tem tempo de estudar sobre a situação política de seu país? Quem pode receber uma boa educação em um bom colégio para poder entender a situação política, história e econômica de seu país? A burguesia, logicamente. Desta forma, a democracia na sociedade capitalista destina-se unicamente para a burguesia.
Lênin, revolucionário russo e estadista soviético, discute essa questão em seu livro O Estado e a Revolução quando diz: “os escravos assalariados de hoje, em conseqüência da exploração capitalista, vivem por tal forma acabrunhados pelas necessidades e pela miséria, que nem tempo têm para se ocuparem de ‘democracia’ ou de ‘política’, no curso normal e pacífico das coisas, a maioria da população se encontra afastada da vida política e social” (Lênin, p. 107).
Assim, vemos que no capitalismo existe democracia para a burguesia, porém, ditadura para o restante da sociedade. Esta ditadura burguesa não se da somente no campo político. Está presente também no campo ideológico. Na verdade, a ditadura política submete-se a ditadura ideológica.
A ditadura burguesa ideológica começa logo na infância. As escolas são na verdade campos de doutrinação burguesa com um ensino monótono, autoritário, positivista, acrítico, factual e desprovido de lógica. Quando você passa a acreditar que a educação burguesa é a única e imutável forma de ensino, você passa a ter repulsa a qualquer tipo de educação e leitura. A educação extremamente chata aplicada nos colégios de forma autoritária tem como objetivo desestimulá-lo a ler, a pensar e a questionar.
É dito nos colégios: “você tem de estudar para passar no vestibular”. Porém, não nos ensinam a questionar o porquê de não haver educação gratuita ao alcance de todos. É dito: “você tem de votar em bons candidatos, não pode ser um alienado político”. Porém, não ensinam nas escolas o que faz um deputado ou para que serve um senador. Não ensinam política.
Assim, você começa a achar que se não passou no vestibular a culpa é inteiramente sua, somente sua. Acha que se a política não está boa é simplesmente porque você não votou em bons candidatos. A imagem que você recebe é de que não há nada de errado com a sociedade ou com o sistema, mas sim com você mesmo. Se você é pobre, é porque você não se esforçou o suficiente. Se você persistir, você poderá ser rico como o cidadão modelo.
Desta forma, a escola cumpre o seu dever de levar o ser humano a se subordinar ao sistema capitalista. O que se ensina é se integrar ao sistema, e não mudar o sistema. Porém, a verdade é que a culpa de todos os nossos males e da sociedade é justamente este mesmo sistema capitalista ao qual todos buscam se integrarem.
A ditadura ideológica continua em outros aspectos culturais da sociedade para que você perceba o capitalismo como um modelo único para a sociedade. Para que você ache que o capitalismo é eterno e que nunca poderá ser alterado. Para que você acredite que a sociedade sempre foi assim e sempre será. Que sempre existiram ricos e pobres, violência, corrupção, guerras e que nada poderá alterar a ordem das coisas.
Utilizaremos aqui o exemplo de filmes e programas de TV para explicar como funciona melhor essa dominação ideológica. Nos filmes futurísticos sempre nos passam a imagem de uma sociedade desenvolvida tecnologicamente e com grandes instrumentos modernos. Porém, o que não se alteram nesses filmes ou programas são as relações sociais. Nesses filmes, ainda existem ricos e pobres, ainda existem relações comerciais, ainda está presente a exploração e a pobreza. Vemos isso melhor em filmes futuristas como Minority Report - A Nova Lei, De Volta Para o Futuro, O Homem Bicentenário, Eu Robô, Futurama, dentre outros.
E não só filmes futurísticos, mas também outros como Flinstons, Família Dinossauro, Guerra nas Estrela. Tais filmes tem como objetivo nos convencer de que desde os primórdios da humanidade, e em qualquer lugar do universo, o modelo de realidade existente é o capitalismo e que ele nunca será alterado.
A ditadura ideológica está presente também nas propagandas que nos convence de que você só é alguém se consumir. Assim, toda a sua vida é dedicada ao consumo. O modelo de felicidade estabelecido no capitalismo é do ser bem sucedido economicamente. Ganhar na loteria também vale como modelo de felicidade. O empresário bem sucedido, eis o modelo a seguir.
Para tal, você terá de trabalhar. A sua vida passa a girar então em torno do trabalho. Você vive para trabalhar e não pensa no valor social de seu trabalho e em que isso vai ajudar ao próximo. Pensa-se sim na gratificação financeira. O capitalismo doutrinando então a colocar o “eu” em primeiro lugar gera o individualismo. Pense somente em si. Que o outro “se vire”, como você também está “se virando”.
Pensando somente no “eu”, faço uma pergunta: “porque pensar em política?” A política é um órgão social que tem por objetivo regular os interesses da sociedade como um todo. Porém, como a ditadura ideológica do capitalismo ensinou a pensar somente em si, a política não desperta muito interesse, visto que é um órgão coletivo. É neste sentido que a ditadura política está subordinada a ideológica.
A participação popular na dita “democracia” está restringida ao voto. Mas esta própria participação limitada pelos trabalhadores na política tem de ser estritamente controlada e manipulada.
Segundo Paul Valéry, filósofo e poeta francês, “a política foi, inicialmente a arte de impedir as pessoas de se ocuparem do que lhes diz respeito. Posteriormente, passou a ser a arte de compelir as pessoas a decidirem sobre aquilo de que nada entendem.”
Se uma pessoa não sabe o que faz um deputado federal, como ela pode ter discernimento para eleger um? Se não entende a diferenciação entre partidos de esquerda e de direita, como poderá ter coerência no voto? Assim, o ano de eleição é marcado pelo grande esforço das classes dominantes de alienar o eleitor do processo eleitoral.
Os debates entre os candidatos ocorrem sempre tarde da noite e bem próximo ao dia da votação. Os debates são compostos por falatórios sem sentido e acusações mútuas. Os poucos eleitores que assistem não compreendem o que está sendo dito, votando então no que usou de mais demagogia e fez mais promessas.
Não se têm vez no processo eleitoral os partidos verdadeiramente de esquerda. Estes são isolados da disputa nas eleições. Não tem espaço para os candidatos que querem verdadeiramente alterar o sistema capitalista, este que é a causa verdadeira dos nossos males. Assim, quando a mesma corja de políticos de sempre chega ao poder, a mídia torna a colocar a culpa no povo, dizendo que a política está assim porque o povo não soube votar.
O povo então acha que nenhuma mudança é possível vinda de si mesmo. Passa a depender inteiramente de seu líder. Acha que a “democracia” limita-se as urnas. Assim, o trabalhador alheia-se por completo da política brasileira, fincando esta a cargo dos grandes burgueses. Esta é a ditadura política burguesa. Os trabalhadores não têm participação nela. Porém, a burguesia chama de democracia justamente porque é uma democracia para a eles. Democracia para os burgueses votarem e serem votados, liberdade para explorar, liberdade para manipular. Liberdade para lucrar. Está é a liberdade da burguesia.
O cientista político brasileiro Francisco Weffort diz em seu livro O Populismo Na Política Brasileira: “A massa volta-se para o Estado a espera dele ‘o sol ou a chuva’, ou seja, entrega-se de mãos atadas aos interesses dominantes”. Ao depositar o seu voto nos burgueses que dominam a cena política de nosso país, o proletariado resolve se entregar totalmente à mercê da classe dominante.
No Brasil, os dois candidatos da situação nas eleições presidenciais de 2010 eram Dilma (PT) e Serra (PSDB). Nenhum dos dois candidatos apresentaram em seus programas sinais de que quando chegassem ao poder, iriam romper com o sistema neoliberal estabelecido. Buscavam simplesmente dar continuidade ao sistema, “melhorar o sistema”. Mas como já foi dito aqui, é o próprio sistema capitalista a origem dos males. Tem de se destruir o sistema para que a condição de vida da população melhore. Mas isto não é dito para o trabalhador, e nem discutido nos debates.
A mídia, antes mesmo de quaisquer notícias mais esclarecedoras sobre as eleições, já mostrava em suas pesquisas eleitoreiras e manipuladas que Dilma e Serra estavam na frente e que votar em qualquer outro era perda de tempo, pois só Dilma ou Serra tinham possibilidade de vitória. Desta forma, já excluíam qualquer outro do sistema eleitoral. Desta forma, a burguesia conseguiu colocar na disputa dois candidatos que representariam somente ela mesmo.
Para a direita esclarecida, o governo lulista foi muito bom, colocando os pobres em seu devido lugar, na fila para esmolas, que para os pobres se chamava Bolsa-Família. Para os mais reacionários, o governo do PT ainda é visto como desconfiança preferindo-se votar no Serra. Mas até a direita mais esclarecida atiça a disputa PT X PSDB, fazendo os trabalhadores acreditarem que é uma questão de vida ou morte votarem em Dilma, sendo que tanto um quanto o outro estão a serviço da burguesia.
Com acusações diretas da burguesia a Lula e ao PT, muitos se posicionaram a favor de Dilma, achando que esta estaria a favor do povo. Porém, tanto Dilma quanto Serra são bonecos controlados pela grande burguesia. A classe que detinha o poder no governo Fernando Henrique eram a burguesia e os latifundiários. Oito anos após o início do governo Lula, a mesma classe contínua do poder. Assim, aqueles que votaram na candidata de Lula, apoiaram a continuidade desta classe no poder, o tratamento de pobres como mendigos a espera de esmolas, a repressão e a não efetivação da reforma agrária. Entregaram toda a sua autonomia ao Estado e a burguesia.
Sobre isso, cabe-nos colocar aqui trechos da obra de Bakunin chamada A Ilusão do Sufrágio Universal. Segundo Bakunin, “o povo não tem tempo livre ou educação necessária para se ocupar de governo. Já que a burguesia tem ambos, ela tem de ato, se não por direito, privilégio exclusivo. É verdade que, em dia de eleição, mesmo a burguesia mais orgulhosa se tiver ambição política deve curvar-se diante de sua Majestade, a Soberania Popular. Mas, terminada a eleição, o povo volta ao trabalho, e a burguesia, a seus lucrativos negócios e às intrigas políticas. Não se encontram e não se reconhecem mais. Como se pode esperar que o povo oprimido pelo trabalho e ignorante da maioria dos problemas, supervisione as ações de seus representantes?”.
Vendo que existe um obstáculo enorme entre os políticos e o povo, como esperar que estes representem a classe trabalhadora? Os políticos dominam o poder de Estado justamente para poder oprimirem os pobres e cuidarem de seus próprios negócios. Desta forma, passaremos a discutir no próximo capítulo, porque a democracia só poderá ser verdadeira no socialismo e qual o papel da ditadura no socialismo.
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P.S. Olá amigos. Esse é o primeiro capítulo de um texto que eu escrevi sobre Democracia e Ditadura. no primeiro capítulo eu tratei de discutir ditadura e democracia no sistema capitalista. no segundo discuto sobre democracia e ditadura no socialismo. O segundo capítulo é menor do que esse último que acabei de postar no blog. não coloquei tudo junto se não iria ficar muito grande. Espero que gostem do texto e leiam até o final. Voltem depois para ler o segundo capítulo. E só uma coisa: comentem nos posts. Isso ajuda aos editores do blog a ver que tem gente interessada nos textos e ver a opinião de cada um sobre o assunto. Nos incentiva também a manter o blog vivo.
Sobre o Aniversário de Stálin que foi hoje/ontem (21 de dezembro), acho que não merece nada de especial aqui no blog. Stálin deturpou o socialismo, e hoje em dia ele tem o nome manchado por causa dele. Então, prefiro postar esse texto do que algo sobre stálin. Abraços camaradas, e bom natal.
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quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Trem-bala

Trem-bala ou bala no trem,pra mim isso é só você ir em SP ou no RJ que você vai encontrar muitas balas nos trens,agora essa de por trem bala no Brasil é pra matar!!!!
Ultimamente anda saindo na mídia que o Brasil vai construir o trem-bala e o povo todo feliz dizendo "que vai ser bom,que vai dar uma visão melhor no Brasil,Copa do mundo vem aí,etc e tal".
Resumindo,todo mundo feliz,ora essa,mas por que todos estão felizes se só uma minoria da população que poderá andar naquela porcaria.
Então por que estão felizes e festejando se nem eles mesmo poderão usufruir daquilo,quando na verdade deviam estar felizes para algo que eles poderiam usar e se satisfazer,muito estranho,não é mesmo??

Na verdade estamos festejando a nossa própria desgraça,é como se um faminto estivesse festejando no carnaval.
Quem poderá ter acesso aquilo só os burgueses que com dinheiro poderão usar e enquanto isso,a maioria da população nem tem direito a teto...
O trem irá do estado SP-RJ,passando pelas cidades de SP,Campinas e RJ,ou seja apenas uma travessia de um estado a outro.
Só o projeto dessa porcaria é de 33 Bilhões de reais,muito dinheiro.
Ao invés de pegar esse dinheiro pra investir em saúde ou simplesmente investir em trens cargueiros e de passageiros que seria muito bom no Brasil,porque iria diminuir o trânsito de caminhões e ônibus nas estradas,ou seja,menos caminhões e ônibus=menos acidentes e mais espaço nas rodovias.
Ahhhh se o brasileiro tivesse uma mentalidade política igual o povo da Noruega...
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sexta-feira, 2 de julho de 2010
Relatos de um ex-burguês

Camaradas outro dia eu recebi um vídeo do nosso grande companheiro Rafael e não pude perder essa grande oportunidade.
Esse vídeo me marcou,porque ele vivia e era rodeado pela burguesia.Mas certa vez ele largou a sua vida fútil e fez uma coisa que todos não teriam a coragem de fazer...
Se quiserem saber.Vejam:
http://www.youtube.com/watch?v=NMn_1rQ3sms
segunda-feira, 5 de abril de 2010
A Igreja e a Exploração do Homem Pelo Homem (Parte II)

Crises econômicas: Consequência do capitalismo
Autoria: Rafael Benedito de Souza (#Rafael#)
O capitalismo necessita de produzir bens materiais a um ritmo cada vez mais rápido se não entra em crise. Ou seja, crise no sistema capitalista é gerada pelo excedente de produção. Produziu-se de mais, porém, não há pessoas com renda suficiente para que se comprem os bens produzidos. O que normalmente é feito para frear essas crises? Vimos um exemplo recente, na crise de 2008, quando produtores Belgas jogaram fora 3 milhões de litros de leite para frear o excedente de produção. Você pode se perguntar: “Porque eles não deram esse leite todo para os necessitados?” Oras, eles querem que as pessoas comprem o leite para eles lucrarem. Se distribuírem o leite, eles não lucram! Na crise de 1929 também não foi muito diferente quando o governo brasileiro comprou toneladas de quilos de café e os queimou! Isso é o que ficamos sabendo. Não me admira que façam isso com outros tipos de alimentos, unicamente para reerguer o capital. O governo agora investe trilhões para salvar os bancos e as empresas. Oras, pensei que o governo não tinha dinheiro para saúde, educação, esportes, etc. e agora tem tudo isso na reserva para salvar bancos e empresas? O que realmente está em jogo aqui? Ao mesmo tempo em que eles utilizam dinheiro para salvar empresas, trabalhadores são demitidos de seus empregos em todo o mundo, ficando uma grande margem de desempregados. Eles estão usando dinheiro público para salvar o capitalismo! Não queremos que salve esse sistema que gera morte e desemprego. Crises econômicas existem desde o surgimento do capitalismo e quanto mais reerguem esse sistema, mais o preparam para uma longa e nova crise econômica. SALVAR OS EMPREGOS E NÃO AS EMPRESAS! SALVAR OS TRABALHADORES E NÃO OS BANCOS!
Ditaduras na América Latina
Vivemos no Brasil um período que vai de 1964 a 1985 uma ditadura militar. Não só no Brasil, mas praticamente quase toda a América latina sofreu com ditaduras militares durante algum período da Guerra Fria. E o objetivo dessas ditaduras militares eram simplesmente a manutenção do Estado capitalista. Infelizmente ainda hoje existem cristãos que se mostram favoráveis a ditadura militar ocorrida no Brasil. Pergunto como um cristão pode ser favorável a um sistema que matou e torturou tantas pessoas e enganou tanta gente. Uma das mais terríveis ditaduras militares ocorreu no Chile, Quando Salvador Allende, um candidato de esquerda do Partido Socialista Chileno, chegou ao poder democraticamente e em 1973 foi deposto pelo ditador Augusto Pinochet, causando a morte não somente do presidente Allende, mas também de todo aqueles se opuseram a sua ditadura.
O Que Faremos?
O capitalismo também gera a guerra. O motivo do surgimento da primeira guerra mundial foi o imperialismo, gerado pelo capitalismo. As nações procuravam mão-de-obra barata em outros países, gerando o neocolonialismo. Também a procura por mercados consumidores levou o choque entre as nações, que se enfrentaram devido a essa guerra de mercados. Gerando morte, dor, sofrimento, destruição de famílias... E tudo por quê? Por causa desse sistema. Então o que fazer diante disso tudo? A solução é substituir esse sistema econômico capitalista por um novo, baseado nos princípios do cristianismo:
Atos 4:32 e 34, 35 diz: E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. (...) Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se por cada um, segundo a necessidade de que cada um tinha.”
Segundo podemos ver, o sistema econômico dos cristãos deveria ser um sistema onde não há necessitados, explorados e sem propriedade privada, pois tudo era de todos. Um não deve ter em suas mãos o monopólio do sistema de produção, mas tudo o que é produzido deve ser de todos, distribuídos igualmente.
No século XIX, um filósofo e economista chamado Karl Marx, percebendo a situação em que se encontrava a sociedade elaborou um novo sistema econômico chamado Comunismo (também chamado de Socialismo). No Comunismo os meios de produção não ficariam nas mãos de poucos, mas sim de toda a sociedade. Ou seja, o lucro daqueles que trabalham não ficariam nas mãos de um pequeno grupo de aproveitadores, mas sim dos próprios trabalhadores e da própria sociedade. Dessa forma, seriam abolidas as classes sociais, não existiria pobreza e todos os homens seriam iguais. Os países não explorariam os outros para enriquecerem, pois a humanidade seria uma só, com ajuda mútua, como é relatado no livro de Atos. No comunismo não existem crises econômicas, pois não existe competitividade entre as empresas, porém, todas as empresas estarão em detenção do Estado. E o Estado no comunismo não é nada além da representação de todos os trabalhadores.
Hoje, podemos ver dia após dia o que o capitalismo tem feito na nossa sociedade, ao sermos bombardeados todos os dias com notícias sobre o tão temido aquecimento global. Governos se reúnem para tentar salvar o pouco que resta da nossa natureza e sociedade. Mas o consumo excessivo no sistema capitalista, o intenso desmatamento e a sede de lucros exagerados impedem de salvar o nosso planeta. A atual situação do aquecimento global só vai parar quando também parar o sistema capitalista. Se este for substituído por uma economia comunista, onde os bens são feitos para as pessoas e não simplesmente para gerar lucros.
Nós cristãos devemos sim participar na construção de uma sociedade mais justa, pois ou você é contra esse sistema, ou você o apóia. Apóia toda vez que compra um tênis de uma marca que utiliza trabalho infantil, apóia quando você quer se integrar a esse sistema ganhando uma fortuna enquanto outros morrem de fome e apóia ao fechar os olhos para toda essa injustiça social. Cristo nos diz para amarmos o próximo como a nós mesmo. Como podemos fazer isso se não estamos preocupados com o nosso próximo? Como podemos fazer isso se apoiamos toda essa injustiça que ocorre com a sociedade. Pense, reflita, questione!
Em João 8:32 está escrito: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”
Agora que sabemos a verdade sobre o sistema capitalista não podemos nos omitir. Vamos lutar por um cristianismo verdadeiro. Não por esse cristianismo Individualista e capitalista, mas sim por Um Cristianismo social, um cristianismo Socialista, um cristianismo onde sigamos verdadeiramente as palavras de nosso Senhor Jesus Cristo de amor ao próximo.
NÃO DEIXE ESSE TEXTO SER COMIDO POR TRAÇAS: REPASSE-O
Autoria: Rafael
10 de março de 2010
Rio de Janeiro
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